Quando a Adversidade é a Injustiça

Dr. Gilberto Garcia e M.E. Cristina Soares (Canal Youtube PIB.SJM/RJ)

No mundo inteiro o Coronavírus impôs o isolamento social como uma das mais importantes formas de combate ao Covid-19, tendo consequentemente direcionado vários grupos sociais a encontrar formatações alternativas e criativas para continuar a exercitar suas atividades, apesar do distanciamento físico, da ausência de encontros presenciais etc, com a orientação das Autoridades Sanitárias de evitar-se qualquer contato pessoal, sobretudo fora do ambiente familiar, e quando estes forem imprescindíveis que ocorram, que sejam com a proteção facial de máscaras, com a utilização de álcool gel, higienizando-se constantemente as mãos, mantendo o distanciamento de pelo menos hum metro e meio de uma pessoa para outra, aferindo-se a temperatura corporal das pessoas, orientando quando a impossibilidade de pessoas com comorbidades ou pertencentes a grupos de risco de saúde, bem como, controlando a quantidade de pessoas no ambiente fechado, em média, no máximo trinta por cento da capacidade total, desaconselhando abraços, apertos de mãos, beijos faciais, afetos com contato físico, ajuntamento ou aglomerações, ou seja, seguindo os protocolos de biossegurança governamentais, para evitar a disseminação da doença na população, para que a saúde das pessoas seja preservada e vidas poupadas, inclusive pela indispensável atuação de um exército de profissionais de saúde, que tem atuado denodadamente no combate as trágicas consequências desta doença fatal que vem afligindo a humanidade; com as Igrejas orando pelo conforto dos enlutados, rogando cura pelos doentes, agradecendo por todos os que foram atingidos pelos efeitos da crise sanitária, e com a graça de Deus, e se recuperaram ou estão se recuperando, seja na saúde, nas emoções, nas relações familiares, nas finanças, no emprego, nos negócios etc.

Desta forma, foi procedido por vários Órgãos Públicos e Instituições Privadas, entre as quais as Igrejas Evangélicas, que usufruindo de seu direito constitucional ao exercício da fé tem realizado suas Cerimônias Religiosas atendendo todas as orientações do Ministério da Saúde, inclusive, reduzindo o tempo de suas Celebrações Espirituais presenciais, em alguns lugares promovendo a sanitização periódica do lugar de reuniões públicas, disponibilizando tapetes higienizantes, e, especialmente provendo aos fiéis acesso a Cultos On-Line, através das Redes Sociais, sendo está uma das estratégias adotadas pela Primeira Igreja Batista em São João de Meriti/RJ, liderada pelo Pr. Claudio de Souza, que diante da necessidade de manter a interação com os fiéis, ainda que remotamente, e prover seus membros e frequentadores de fundamento bíblico, também “virtualizou” o Ensino Bíblico Dinâmico, que tem a orientação da Ministra de Edificação Cristina Soares, (à qual conta com apoio de todos os professores e alunos da Escola Bíblica Dominical, neste tempo de afastamento comunitário), eis que, com o impedimento da reunião presencial nas Classes Dominicais no Edifício da Igreja, passou a transmitir a EBD On-Line, contando com a fundamental ajuda de uma Equipe Técnica de Produção e Transmissão das Aulas Gravadas, liderada pelo Administrador da Igreja Eduardo Gomes, para as plataformas virtuais, à luz da manutenção das recomendações relativas a continuidade da Pandemia da Covid-19, e da fragilidade do Sistema Público de Saúde, em que pese, a alvissareira notícia da aplicação da vacina para imunização dos cidadãos já estar ocorrendo, fruto da parceria entre a fé e a ciência, onde pesquisadores são instrumentos divinos para se encontrar formas médicas de perpetuação da espécie humana, (obra prima da criação), e que todos, (sobretudo os filhos de Deus), responsáveis com saúde individual e coletiva, estão na expectativa de receber, à qual, segundo Autoridades Nacionais, vem sendo organizada por todo o país, o que, agradece-se aos Céus.

Neste diapasão a Convenção Batista Fluminense (CBF), sob a presidência do Pr. Elildes Fonseca, (que dirigiu, com toda legalidade institucional, a 112ª Assembleia Anual On-Line da CBF, com mensagens, músicas, relatórios, debates e votações, através de plataforma digital, um feito histórico para os Batistas Fluminenses), vem numa prestação de relevante serviço denominacional, na orientação do Pr. Amilton Vargas, Diretor Executivo da CBF, que já há algum tempo disponibiliza Literatura Religiosa impressa para a Escola Bíblica Dominical, com Edições Digitais, para as Igrejas Batistas do Estado do Rio de Janeiro, (exceto a Capital), às quais tem sido um instrumental precioso neste tempo de distanciamento social, servido de base para Estudos Bíblicos de Grupos, produzido pelo Departamento de Educação Religiosa da CBF, sob a direção do Pr. Alonso Colares, que numa louvável iniciativa organizou um trimestre de lições contando exclusivamente com a participação de Educadoras Religiosas, sob a temática: “Vencendo as Adversidades da Vida, Exemplos da Bíblia para Nosso Tempo”, onde são destacadas as experiências de alguns personagens bíblicos; sendo que o Dr. Gilberto Garcia, Advogado e Professor Universitário, pode compartilhar uma das lições da Revista Palavra & Vida da CBF, alusiva ao 2º Trimestre de 2020, na EBD On-Line da Primeira Igreja Batista em São João de Meriti/RJ, onde congrega há mais de quatro décadas, a que enfoca aspectos da vida de JOSÉ (do Egito), um dos filhos de JACÓ, (pai das Doze Tribos de Israel), com uma de suas quatro esposas RAQUEL, à qual foi esmeradamente escrita pela Educadora Religiosa Diaconisa Lindomar Ferreira, 2ª Vice-Presidente da CBF, utilizando-se do texto base Gênesis 37.1-50, sob tema altamente instigante neste tempo, onde o mundo foi atingindo por uma crise sanitária, em que a sociedade carece de fé, de confiar que há ‘um futuro e uma esperança’, (“Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro.”, Jeremias 29:11), necessitando todos de exemplos de homens e mulheres, que com perseverança superaram as adversidades existenciais, (“Preciso trazer à memória o que me pode dar esperança”, Lamentações 3:21); por isso, por oportuno, é transcrita na íntegra, em homenagem a escritora, com os devidos créditos autorais, para inspiração e motivação dos leitores do FolhaGospel.Com, juntamente com o plano didático de estudo, além da gravação da aula virtual, que conta com a “tradução” em Libras pela interprete Priscila Gama, disponibilizada no Facebook, e, no Canal do Youtube da PIB.SJM/RJ.


QUANDO A ADVERSIDADE É A INJUSTIÇA


Personagem JOSÉ (do Egito)

Filho Predileto de Jacó com Raquel, uma de suas Quatro Mulheres

Atos de Injustiça: Violação de Direitos

Injustiça: Situação semelhante tratamento desigual

O reconhecimento que Deus estava com ele não o livrou de adversidades na vida

Gênesis 39:2; 3; 21; 23

“(…) A lição (…) fala sobre José, o segundo filho mais jovem de Jacó e também o seu preferido, outorgando direitos que comu­mente eram dados ao primogê­nito. Na história, o que nos saltam aos olhos em primeira mão são os atos de injustiça que, grosso modo, é a violação dos direitos de alguém. Odiado pelos irmãos, foi vendido para mercadores de escravos e, mesmo depois de outras injustiças, emergiu como governador de todo o Egito. Atra­vés da vida de José, aprendemos que o sofrimento, não importa quanto seja injusto, desenvolve um caráter forte e uma visão pro­funda. Como filho mais novo, José era autoconfiante em excesso. Sua autoconfiança, aumentada pelo fato de ser o filho predileto de Jacó e conhecer o desejo de Deus para sua vida, era insupor­tável para seus dez irmãos mais velhos, que, por fim, conspiraram contra ele. No entanto, a autoconfiança moldada pela dor e aliada a um conhecimento pessoal de Deus permitiu que José sobrevivesse e prosperasse, quando a maio­ria teria falhado. A sabedoria e a confiança são marcas indeléveis que caracterizam a personalidade de José, ganhando o coração de todos que o cercavam: Potifar, o capitão de guarda do palácio, os outros prisioneiros, o rei e, após muitos anos, também os seus dez irmãos. Os que conheceram José logo perceberam que Deus esta­va com ele em qualquer coisa que fizesse ou onde quer que fosse (Gn 39.2).

O tema sobre a justiça é recor­rente na Palavra de Deus. Em seu relacionamento com Israel, Javé age para a salvação de Israel (Êx 3.8), libertando-o do contexto de escravidão (Êx 1) e promulgando uma lei de amparo aos órfãos e viúvas (Êx 22.21-24). Desse modo, Israel, um povo redimido é esco­lhido para descrever a atividade redentora de Deus, assumindo o papel de resgatador (Êx 6.6; 15.13). Tal como Javé, Israel deveria tam­bém cuidar dos desamparados e dos oprimidos (22.2). Sendo o homem e a mulher criados a ima­gem e semelhança de Deus (Gn 1.27), a dignidade humana é valo­rizada e enaltecida nas Escrituras. Todavia, observamos no tex­to em estudo que a injustiça era uma constante na vida do nosso personagem, contrariando, apa­rentemente, a assertiva de que Deus não tolera a injustiça (Sl 5. 4; Dt 16.19; Pv 22. 8). Tal perspec­tiva potencializa a crise e a prova­ção de José – como entender um Deus justo que permite tamanha injustiça com os seus filhos? Em tempos de pandemia parece ser este o questionamento da huma­nidade. Vejamos sucintamente as injustiças sofridas por esse ho­mem e o que ele fez para superar.

João 17:15 – “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”

Injustiçado na família

Genesis 37:28

Invejado pelos Onze Irmãos/Vendido como Escravo

Nos dias de José, todos pos­suíam uma túnica ou manto. As túnicas eram usadas para aque­cer a pessoa, carregar pertences durante uma viagem ou, até mes­mo, servir como seguro de um empréstimo. A maioria das túni­cas ia até os joelhos, as mangas eram curtas, era apenas de uma cor. Já a túnica de José, provavel­mente, era do tipo utilizado pela realeza – mangas longas, medin­do até a altura dos tornozelos –, demonstrando o cuidado “espe­cial” de Jacó para com José. Ainda que o favoritismo familiar seja um agravante nas injustiças cometi­das contra José, não justifica ta­manha atrocidade cometida por seus irmãos. José foi vendido ao Egito pelos seus irmãos (Gn. 37.28), onde, após uma série de dificuldades, tornou-se ministro do Faraó (Gn. 39. 41) e salvou os próprios irmãos e seu pai da fome, trazendo-os para Gósen (Gn. 42 – 47). José morreu com 110 anos, e seus ossos foram levados a Siquém (Js 24. 32). A família é uma instituição sagrada para Israel e de igual modo para os cristãos. “No contexto do antigo Israel, a felicidade consis­tia em ter uma fazenda produtiva, uma esposa fiel e filhos ao redor da mesa”. Entretanto, o favoritis­mo em família pode criar inimizades entre irmãos, sendo fonte de estresse para todos os membros, como ocorrera na família de Jacó (Gn 37.4).

Tiago 3:16 – “Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males”

Injustiçado no trabalho

Genesis 39:17-20

Mordomo acusado injustamente pela esposa de Potifar

O Egito antigo era uma terra de grandes contrastes. As pes­soas eram extremamente ricas ou absurdamente pobres. Qua­se não havia o meio-termo. José encontrou-se servindo a Potifar, um oficial muito rico a serviço do Faraó. As famílias ricas possuíam casas muito bonitas, de dois ou três andares. Nesse contexto, José foi absurdamente injustiça­do ao ser acusado pela esposa de Potifar de assédio sexual (Gn 39). Diferentemente de Rubém e Judá (Gn 35.22; 38.15-18), José age com integridade diante do seu senhor e diante de Deus (Gn 39.6-9). Não usa o poder como oportunidade para pecar. Ainda que difamado, permanece fiel. A difamação é uma injustiça que realmente dói na alma. Quan­tas vezes também não somos in­justiçados pela difamação? E no trabalho profissional essa prática é muito comum. Denegrir a ima­gem de uma pessoa é um aten­tado contra a dignidade humana, trazendo sérios prejuízos à parte afetada. O respeito é fundamental para uma relação amistosa entre empregado e empregador e, de igual modo, entre os empregados. Talvez isso já ocorrera com você. No entanto, aprendemos com José que as circunstâncias não determinam a nossa existência. Ao colocar o nosso coração em Deus e ter sempre intenções pu­ras, somos capazes de adminis­trar as frustrações e redirecionar a vida, pois assim como o Senhor esteve com José, ele prometeu estar conosco (Mt 28. 18-28).

A presença de Cristo, porém, não é assegurada sem que lhe sejamos fielmente obedientes. José demonstrou total confiança em Deus, apesar das tentações e injustiças sofridas no Egito. Você pode experimentar o mesmo su­cesso na vida, ministério e lide­rança se, como José, seu coração estiver comprometido com Deus. Entretanto, as definições de Deus para o sucesso não são necessa­riamente as mesmas que as nos­sas. Mesmo os santos mais fiéis poderão colher relativamente pouco fruto do seu trabalho. En­tretanto, a presença sobrenatural do Senhor na sua vida lhe asse­gurará que seu trabalho honrará o nome e o propósito de Deus. Ainda que em cenário sombrio, a perspectiva de José era que o adultério era pecado contra Deus. Recusando as estratégias de se­dução da mulher, demonstrou fé em Deus. Ainda que injustiça­do no trabalho, devemos fugir de qualquer coisa que estimule paixões indevidas. A promessa encontrada em 1 Coríntios 10.13 pode ser de grande ajuda. “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemen­te além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” (Ef 3.20), atuou na vida de José garantindo o suces­so em circunstância tão adversa (Gn 39. 21).

Deuteronômio 19:15 – “Ninguém será levado a julgamento se não pelo testemunho de duas ou três pessoas”

Injustiçado e esquecido na prisão

Genesis 39:20; 40:14,23

Encarregado na Prisão/Interpretador de Sonhos

As prisões eram lugares horren­dos, em condições desprezíveis, que eram utilizados para abrigar os que faziam trabalho forçado ou para aguardar julgamento. José ficou na prisão durante dois anos até entrar na presença de Faraó, quando foi chamado para inter­pretar um sonho e não enfrentar um julgamento. Enquanto prisio­neiro e escravo, ele poderia ter perdido as esperanças na situa­ção em que se encontrava. Po­rém, deu o melhor de si em cada tarefa realizada. Sua disposição e atitude positiva logo foram perce­bidas pelo carcereiro-mor, que o promoveu a administrador da pri­são. Você está enfrentando uma situação aparentemente deses­peradora? No trabalho, em casa ou na escola? Siga o exemplo de José, realizando cada pequena tarefa da melhor maneira possí­vel. Lembre-se da reviravolta feita por Deus na vida desse homem. O Senhor verá seus esforços e po­derá reverter até as piores situa­ções.

Quando o assunto eram os so­nhos, José voltava a atenção de todos para Deus. Em vez de usar a situação para fazer-se grande, ele transformou os sonhos em po­derosos testemunhos do Senhor (Gn. 40.8). Quando o mordomo do Faraó foi liberto da prisão, ele se esqueceu de José (Gn. 40.23). Passaram-se dois anos até que José tivesse outra oportunida­de de ficar livre (Gn. 41.1). A fé de José, no entanto, era muito gran­de e ele estaria pronto para a pró­xima chance (Gn. 41.14). Nossas oportunidades mais importan­tes podem ocorrer quando me­nos esperamos. José foi trazido apressadamente até a presença do Faraó. Ele não foi avisado de que seria subitamente tirado da prisão e questionado pelo rei. Ain­da assim, José estava com Deus. José assegurou-se de dar todo crédito a Deus (Gn. 41.16). De­vemos ter o cuidado de fazer o mesmo. Tomar a honra para nós é uma forma de roubar a honra de Deus. Faraó reconheceu que José era um homem em quem havia o Espírito Santo de Deus (Gn. 41.38). Você, provavelmente, não vai in­terpretar sonhos para um rei, mas as pessoas que te conhecem pre­cisam ver Deus em sua vida, em suas ações e palavras, em seus sábios conselhos. Seus parentes, vizinhos, cole­gas de trabalho e escola vêem-no como uma pessoa cheia do Espí­rito Santo de Deus? José rapida­mente chegou ao topo, dos muros da prisão ao palácio de Faraó (Gn. 41.39,44). Seu treinamento para esta importante posição envolveu ser primeiro escravo e, depois, prisioneiro. Em cada situação, ele aprendeu a importância de servir a Deus e aos outros.

Eclesiastes 2:24b – “Ser recompensado pelo seu trabalho é um presente de Deus”

Honrado por Deus em todas as adversidades

Genesis 50:20

Governador no Egito/Preservador da Família

Deus usou até as más ações dos irmãos de José para cumprir seu plano definitivo. Ele enviou José adiante para preservar vi­das e salvar o Egito (Gn. 45. 4 – 8). Deus é soberano. Seus planos não são ditados por ações huma­nas. Quando outros intentarem mal contra você, lembre-se de que eles são apenas ferramentas de Deus. Como disse José a seus irmãos: “Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o tornou em bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande” (Gn 50. 20). José foi rejeitado, sequestrado, escravizado e aprisionado. Em­bora seus irmãos tivessem sido infiéis para com ele, José gracio­samente os perdoou e compar­tilhou sua propriedade (Gn. 45.17 – 20). Essa é uma demonstração de como Deus nos perdoa e nos cobre de bondade, ainda que te­nhamos pecado contra Ele. Se lhe pedirmos, alcançaremos o mes­mo perdão e as mesmas bênçãos (I Jo 1. 9). José tinha provado ser um conselheiro confiável do Fa­raó (Gn. 50. 5). Privilégios e liber­dade frequentemente são resul­tados do quanto demonstramos ser confiáveis, uma vez que a con­fiança se adquire gradualmen­te. Aproveite cada oportunidade para provar que você é confiável, até nos detalhes. Agora que o pai Jacó (ou Israel) estava morto, os irmãos temiam a vingança. Poderia José realmente tê-los perdoado por ter sido ven­dido por eles como escravo? José não somente perdoara, mas tam­bém lhes assegurou que cuidaria deles e de suas famílias. O perdão de José foi completo (Gn. 50.15 – 21). Por fim, José, com 110 anos, es­tava pronto para morrer. Ele não tinha dúvidas de que Deus man­teria sua promessa e um dia con­duziria os israelitas de volta para sua pátria (Gn 50.24). Que grande exemplo nos deixou José! O segredo desse tipo de fé é uma vida inteira de confiança em Deus. Mesmo quando a adversi­dade é a injustiça, o amor de Deus prevalece.

João 16:33 – “No mundo tereis aflições, tende bom ânimo, eu venci o mundo”

Para Pensar e Agir: O importante não são as ad­versidades ou as injustiças da vida, mas é a atitude com rela­ção a elas. Com a ajuda de Deus, qualquer situação pode ser usada para o bem, mesmo quando as pessoas desejam utilizá-las para o mal. Assim como fez com José, Deus pode transformar (ou usar) as injustiças e adversidades que você tem vivido em bênçãos para sua vida e para todas as pessoas que convivem com você. Confie e tenha esperança no justo juiz! (Sl 40. 1). (…)”, FERREIRA, Lindomar. Quando a Adversidade é a Injustiça. In, “Vencendo as Adversidades da Vida, Exemplos da Bíblia para Nosso Tempo”. Palavra & Vida, Revista de Jovens e Adultos da Convenção Batista Fluminense: Niterói/RJ, Edição Digital, Ano 16, nº 67, 4T-2020.

Cântico Espiritual: “Esta paz que sinto em minhalma. Não é porque tudo em mim vai bem; Esta paz que sinto em minhalma. É porque eu amo ao meu Senhor. Não olho as circunstâncias não, não, não, olho seu amor. Não me guio por vista, alegre estou.”

Fonte: FolhaGospel.Com