|
|
|
A disputa em torno do único bem, um carro Brasília ano 1975, deixado pelo gaúcho Alvorino Machado, especialmente diante da insistência da partilha pelos sete filhos do primeiro casamento, levou a uma solução salomônica: O automóvel foi dividido em treze partes, e cada pedaço dado aos sete filhos do primeiro casamento, aos cinco do segundo e a viúva, Zenaide Rodrigues Machado. Ela se queixou de insistência dos filhos do primeiro casamento do seu marido. Na realização da partilha, após a morte de Alvorino, a saída foi imaginada por um dos cinco filhos do segundo casamento, o mecânico Marcos Machado.Ele ficou responsável pela partilha e cortou e separou em treze partes a Brasília que inteira valia no máximo R$ 1 mil. Assim, no pátio da modesta residência da viúva, estão as portas, painel, rodas, porta-malas, e outras partes do veículo devidamente separadas, a espera dos herdeiros. “ Fiz isso para pararem de me incomodar e poder dar a cada um dos herdeiros pelo menos um pedaço do carro. Como o valor da herança era muito reduzido, não valeria fazer gastos com advogado e na justiça”. Justificou Marcos. Autor da idéia da mãe, dona Zenaidde, o mecânico ganhou o direito de escolher o primeiro pedaço. “ como tive muito trabalho para separar os pedaços, fiquei com o motor”. Já a viúva, que viveu 37 anos com o marido, escolheu a direção, imaginando no futuro fazer “uma cadeira com rodinhas e dirigir por aí”. (In, JB) |