Fábulas da Convivência

 

 

SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DIVINA

 

Fundação e instalação: com a vida, morte e ressurreição

Ministro-Presidente: Jesus Cristo

Graduação: Filho de Deus

Juiz Auxiliar, Substituto ou Convocado: Espirito Santo

Jurisdição: Universal, Independente de religião

Competência: A paz, união, fraternidade

Sede: Em todos os lugares, casas e lares, igrejas e templos

Prestação: Consolar os aflitos e assistir a todos

Especialidade: A graça, o perdão e a bondade infinita de Deus

Instrumentalidade de Poder: Verdade

Decisão: Infalível, soberana, imparcial e irrecorrível

Garantia: O direito líquido e certo da existência de Deus

Legitimidade: A lei natural do amor ao próximo

Sanção: Consciência e o livre arbítrio

Objetivo: A felicidade eterna

Código de Normas: A Bíblia Sagrada

Expediente Forense: Plantão de 24 horas todos os dias

Valor das Custas e Despesas Judiciais: A Fé

 

Autor Desconhecido

 

===============================================

 

Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.

 

Foi então que uma manada de porcos-espinhos numa tentativa de se proteger e sobreviver começou a se unir, a juntar-se mais e mais. Assim agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se, enfrentando por mais tempo aquele inverno tenebroso.

 

Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte. Então se afastaram, feridos, magoados, sofridos. Dispersaram-se por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus semelhantes. Doíam muito ...

 

Contudo, separados, logo começaram a morrer congelados.

 

Os que não morreram voltaram a se aproximar pouco a pouco, com jeito, com precauções,  de tal forma que embora unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas suficiente para conviver sem ferir, para sobreviver sem magoar, sem causar danos recíprocos, preservando a individualidade necessária a cada um.

 

Assim aprenderam a conviver juntos, suportarem uns aos outros, apoiarem uns aos outros, superarem barreiras, resistindo assim à longa era glacial.

Sobreviveram.

 

É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios !

É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontar !

É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração !

É fácil apertar as mãos, difícil é reter o calor !

É fácil sentir amor, difícil é conter sua torrente !

 

O QUE NOS UNE É MAIOR DO QUE O QUE NOS SEPARA

 

===============================================

 

Ser idoso e ser velho

Idoso é quem tem muita idade;

velho é quem perdeu a jovialidade. 

 

A idade causa degenerescência das células;

a velhice, a degenerescência do espírito.

 

Você é idoso quando se pergunta se vale a pena;

você é velho quando sem pensar responde que não.

 

Você é idoso quando sonha;

você é velho quando apenas dorme.

 

Você é idoso quando ainda aprende;

você é velho quando já nem ensina.

 

Você é idoso quando se exercita;

você é velho quando apenas descansa.

 

Você é idoso quando sente amor;

você é velho quando só sente ciúmes.

 

Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto da sua vida;

você é velho quando todos os dias parecem o ultimo da longa jornada.

 

Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs;

você é velho quando ele só tem ontens.

 

Você é idoso quando brada e exalta ao se sentir injustiçado;

você é velho quando se conforma com qualquer condição que lhe é imposta.

 

Você é idoso quando cavalga;

você é velho quando sequer é a sela para o netinho montar.

 

Você é idoso quando une-se aos jovens para senti-los e orientá-los;

você é velho quando evita-os para critica-los.

 

Você é idoso quando se renova a cada dia que começa;

o velho se acaba a cada noite que termina;

 

Enquanto o idoso tem seus olhos no horizonte, de onde o sol desponta e ilumina a esperança;

o velho tem sua miopia voltada para as sombras do passado.

 

O idoso tem planos; o velho tem saudades.

 

O idoso curte o que lhe resta da vida;

o velho sofre o que aproxima da morte.

 

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e preenche de esperanças.

Para ele o tempo rápido, mas a velhice nunca chega;

para o velho suas horas se arrastam destituídas de sentido.

 

As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso;

as rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.

 

Em suma, o idoso e velho podem ter a mesma idade no cartório, mas tem idade diferente no coração.

 

Que você, admirável idoso, viva uma longa vida, mas nunca fique velho.                            

 

                                          Autor Desconhecido.

 

 ===============================================

TENHA UM BOM DIA !!!

 

Ao acordar:

Ore e agradeça a Deus por este dia.

  

Ao chegar ao trabalho:

Cumprimente seus colegas.

Isso é amizade.

 

Deseje a cada um o melhor.

Isso é sinceridade.

 

Faça a sua agenda e programe o seu dia.

Isso é reflexão.

 

Agora, com tudo planejado, comece a trabalhar.

Isso é ação.

 

Acredite que tudo dará certo.

Isso é .

 

Faça tudo com alegria.

Isso é entusiasmo.

 

Dê o melhor de si.

Isso é perfeição.

 

Ajude aquele que tem mais dificuldade que você.

Isso é doação.

 

Compreenda que nem todos estão na mesma sintonia.

Isso é tolerância.

 

Receba as bênçãos com gratidão.

Isso é humildade.

 

Deus está com você.

Isso é amor.

 

Que você tenha um bom dia!

 

Autor Desconhecido.

 

===============================================

 

O PROCESSO DAS FORMIGAS

                                                                          

Ministro LUIZ VICENTE CERNICCHIARO

 

A história do Direito Penal revela fatos que, hoje, parecem pura imaginação. Até a Idade média, há casos de julgamento e execução de animais porque “culpados” de infrações penais. 

 

O Dictionnaire de la Penalité, de   Saint-Edme, informa que, na França, em 1313, um touro brabo soltou-se e chifrou um homem, que não sobreviveu aos ferimentos.

 

Carlos, conde de Valois, em cujas terras se dera o fato, ordenou a prisão do touro e mandou submete-lo a processo. Apurada a veracidade da ocorrência, condenaram o animal a ser enforcado. A execução verificou-se nas forcas patibulares de Moizy – le Temple, “local do delito”.

Bartolomeu Chassanée e Gaspard Bailly celebrizaram-se pelas defesas que, na qualidade de advogados de seres irracionais, produziram em processos criminais na França, no limiar da Idade Moderna.

 

O primeiro apresentou engenhosa argüição em favor das ratazanas que abundavam na diocese de Autun, entre 1522 e 1530, e devastavam as plantações, causando uma conjuntura de carestia. O grande advogado justificou a contumácia das acusadas, alegando irregularidade da citação, que havia sido incompleta pelo que se impunha a repetição do ato, com amplitude, porquanto as ratazanas residiam em vários sítios. E assim se fez. Como era natural, os animais não acudiram à segunda citação.

 

Então, Chassanée teve uma “Saída” para a nova dificuldade que se lhe deparava com a revelia de seus “constituintes”. Invocou a ocorrência de força maior, impeditiva do comparecimento dos ratos. Além de faltar pontes nas estradas de acesso à sede da diocese, não ofereciam vias seguras de trânsito, infestadas que eram de gatos. A habilidade da defesa foi plena de êxito: os ratos foram absolvidos.

 

Na cidade de São Luís, ocorreu ação judicial movida contra animais no inicio do século XVIII. O padre Manuel Bernardes, na Nova Floresta (Livraria Lelo, 1949, vol I, págs. 326 e seguintes) noticia “extraordinária pleito” que ocorreu entre os religiosos menores da Província da Piedade do Maranhão e as formigas daquele terreno.

 

Foi o caso  (conforme narrou um sacerdote da mesma religião e província) das formigas que minaram a despensa dos frades, afastando a terra debaixo dos fundamentos, que ameaçava a própria ruína. Furtaram a farinha de pau, que ali estava guardada para o abasto da comunidade. A fim de colocar um basta na subtração, as formigas foram colocadas perante o Tribunal da Divina Providência. Designados procuradores; o prelado seria o juiz que, em nome da Suprema Equidade, ouvisse o processado e determinasse a presente causa. Houve libelo. Seguido de contestação; do contexto, extrai-se este trecho: “as formigas, recebido o beneficio da vida por seu criador, tinham direito natural a conservá-la por aqueles meios que o mesmo Senhor lhes ensinara. Pelo juiz, vistos os autos, foi dada a sentença e pondo-se com ânimo sincero na equidade que lhe pareceu mais racionável, deu sentença que os frades fossem obrigados a sinalar dentro de sua cerca sítio competente para vivendas das formigas, e que elas, sob pena de excomunhão, mudassem logo de habitação, visto que ambas as partes podiam ficar acomodadas sem mútuo prejuízo. Outro religioso, por mandado do juiz, em nome do Criador, fez a leitura da decisão, nas bocas dos formigueiros.”

 

Os autos do processo encontram-se no arquivo do convento; faltam as primeiras páginas. A parte conservada começa com a autuação de embargos de contraditas com que as mesmas rés, por seu curador ad litem, vieram contra as testemunhas que haviam jurado por parte dos reverendos autores. Tem a data de 17 de janeiro de 1713. Por despacho de 24 de janeiro, o juiz, que era o reverendo padre vigário-geral, o licenciado João Teixeira de Morais, desprezou os embargos. Depôs, como testemunha, o capitão Urbano Rodrigues, de idade que disse ser de 94 anos. Consta, ademais, a seguinte certidão: “Eu, escrivão do eclesiástico, abaixo assinado, em cumprimento do despacho acima, fui ao convento de Santo Antônio dos Capuchos, sendo lá na sua cerca citei as formigas em sua própria pessoa, por todo o conteúdo na petição e despacho acima, lendo-lhes tudo de verbo ada verbum, havendo-lhes nesta forma a citação por feita, em fé do que passei a presente em São Luís, 19 de Junho de 1714 – Joseph Gunstardo de Beckmannz”. Segue-se o termo de juramento aos Santos Evangelhos deferido a um novo curador “ad hoc” dado às rés, e o termo de vista aos autores em 20 de junho. E aqui parou o processo sem mais ter andamento até hoje.

 

O fato esta narrado por Antenor Bogea, in Estudos de Direito e Processo Penal em Homenagem a Nelson Hungria, “Do concurso de Agentes na Suposta Criminalidade Animal”, Forense, Rio, 1962, págs. 428-454.

Reproduzi trechos, utilizando as palavras. Pretendi ficar preso ao texto, lido há muitos anos. Comentei-o com o autor várias vezes e sugeri ao Senador José Sarney promover a publicação dos autos do  processo. Peça de significada expressão. É o Brasil na história das idéias penais.

Agora, não poderia mais consultar o amigo e ilustre professor de Direito Penal da Faculdade de Direito da Universidade do Maranhão. Faleceu Antenor Bogea. Estudioso, possuía invejável biblioteca jurídica. O diretor da Faculdade. Advogado, por vários mandatos, presidente da OAB/MA. Companheiro de jornadas de Direito Penal. Deputado Federal. Membro da Academia de Letras do Maranhão. Deixa entretanto, as Gerações que influenciou e os excelentes escritos. Só nos cabe repetir : o homem fica em suas obras! Até a morte é relativa!

 

LUIZ VICENTE CERNICCHIARO é Ministro do Superior Tribunal de Justiça e Professor Titular da Universidade de Brasília.

 

===============================================

 

             IMPORTÂNCIA DA PONTUAÇÃO

 

UM HOMEM RICO, SENTINDO-SE MORRER, PEDIU PAPEL E PENA  E ESCREVEU ASSIM: 

 

DEIXO OS MEUS BENS À MINHA IRMÃ E NÃO A MEU SOBRINHO JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE NADA AOS POBRES.”

 

NÃO TEVE TEMPO DE PONTUAR – E MORREU.

 

A QUEM ELE DEIXAVA A FORTUNA QUE TINHA? ERAM QUATRO OS CONCORRENTES.

 

CHEGOU O SOBRINHO E FEZ ESTAS PONTUAÇÕES NUMA CÓPIA DO BILHETE:

 

“DEIXO OS MEUS BENS À MINHA IRMÃ? NÃO! A MEU SOBRINHO. JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE. NADA AOS POBRES.”

 

A IRMÃ DO MORTO CHEGOU EM SEGUIDA, COM OUTRA CÓPIA DO ESCRITO, E PONTUOU-O DESTE MODO:

 

“DEIXO OS MEUS BENS À MINHA IRMÃ. NÃO A MEU SOBRINHO. JAMAIS SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE. NADA AOS POBRES.”

 

SURGIU O ALFAIATE QUE, PEDINDO CÓPIA DO ORIGINAL, FEZ ESTAS PONTUAÇÕES:

 

“DEIXO OS MEUS BÉNS À MINHA IRMÃ? NÃO! AO MEU SOBRINHO? JAMAIS! SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE. NADA AOS POBRES.”

 

O JUIZ ESTUDAVA O CASO, QUANDO CHEGARAM OS POBRES DA CIDADE, E UM DELES, MAIS SABIDO, TOMANDO OUTRA CÓPIA, PONTUOU-A ASSIM:

 

“DEIXO OS MEUS BÉNS À MINHA IRMÃ? NÃO! A MEU SOBRINHO? JAMAIS! SERÁ PAGA A CONTA DO ALFAIATE? NADA! AOS POBRES!”

 

ASSIM É A VIDA, NÓS É QUE COLOCAMOS OS PONTOS E ISTO FAZ A DIFERENÇA...                                         Autor Desconhecido

 

===============================================

 

O PODER DE UM E-MAIL ERRADO

 

Um paulista deixou as ruas chuvosas de São Paulo para umas férias no ensolarado Rio de Janeiro.

Sua esposa estava viajando a negócios e estava planejando encontrá-lo lá no dia seguinte.

Quando chegou ao hotel resolveu mandar um e-mail para sua mulher

e como não achou papelzinho em que tinha anotado o endereço do email dela,

tirou da memória o que lembrava e torceu para que estivesse certo.

Infelizmente ele errou uma letra, e a mensagem foi para uma senhora maranhense,

cujo marido havia morrido no dia anterior.

Quando ela foi checar os seus e-mails, deu uma olhada no monitor,

deu um grito de profundo horror e caiu dura e morta no chão.

 

Ao ouvir o grito, sua família correu para o quarto e leu o seguinte na tela do monitor:


"Querida, acabei de chegar. Foi uma longa viagem. Apesar de só estar
aqui há poucas horas, já estou gostando muito".

 

Falei aqui com o pessoal e está tudo preparado para sua chegada amanhã.

Tenho certeza que você também vai gostar. Beijos do seu eterno e amoroso marido".

 

"PS: Está fazendo um calor infernal aqui!!!"

                                                                                                               Autor Desconhecido